‘’Com meu diário, quero dizer que pretendo ir mais adiante; não posso me imaginar vivendo como mamãe e todas aquelas mulheres que cumprem suas obrigações e mais tarde são esquecidas. Eu preciso ter algo mais que um marido e filhos, algo que possa me devotar totalmente. Quero continuar vivendo depois da minha morte. ‘’ – Anne Frank
domingo, 7 de outubro de 2012
O caminho do Eu para Nós
O tal do Eu cansou de andar sozinho, quis dar a mão e caminhar lado a lado com o Você, queria ser uma dupla, um casal, um par. O Eu queria ser Nós. Porem o Você não queria o Eu por perto, não porque não gostava dele, mas sim porque tinha medo. Sim, medo de saber que nunca precisou de ninguém, nunca sentiu falta de ninguém como sentia falta do Eu, cinco minutos após vê-lo. Você tinha medo até mesmo de um simples aperto de mão, suava, tremia, fugia. Eu ficava calado, torcendo para que Você viesse perto, com medo ou sem medo, estendesse sua mão suada e tremula, e caminhasse. O caminho que Eu escolheu não fazia sentindo para ele sozinho, não fazia sentido para Você sozinho, fazia sentido apenas para o Nós, a dupla, o casal, o par.
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