‘’Com meu diário, quero dizer que pretendo ir mais adiante; não posso me imaginar vivendo como mamãe e todas aquelas mulheres que cumprem suas obrigações e mais tarde são esquecidas. Eu preciso ter algo mais que um marido e filhos, algo que possa me devotar totalmente. Quero continuar vivendo depois da minha morte. ‘’ – Anne Frank
domingo, 11 de novembro de 2012
Isso e aquilo também passa
Sabe quando dizem que tudo passa? Isso é a mais pura verdade, uma verdade bipolar, às vezes é boa e às vezes é ruim. Quando estamos tristes, por exemplo, é confortante ouvir que tudo aquilo uma hora vai passar, que essa tristeza é momentânea e logo acabará. Mas e quando estamos felizes? Quando estamos nos divertindo ou conversando com alguém que a gente gosta, esse tempo de poucas responsabilidades, de ter os amigos por perto o tempo todo ou na maioria dele. Não é meio desanimador pensar que isso, infelizmente, também passa? Porque vai passar, a gente sabe que vai. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? Quando criança a gente quer, no mínimo, dominar o mundo, a gente tem um sonho, um plano. Ah que ironia, agora que tenho a chance de fazê-lo não tenho coragem nem de sair de casa mais. O futuro me assusta, o mundo me assusta. Porque é isso, se dar bem na vida ou ser um completo fracassado, não existe meio termo. E talvez seja mesmo questão de escolha como dizem, mas e se não for? E se nascemos pré-destinados a ser ou não ser algo, e se na verdade nosso caminho já está traçado e por mais que a gente escolha entre esquerda ou direita vamos acabar no mesmo lugar, aquele que nos foi escolhido. E se, e se?
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